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Finjo que me tens amor...

Sexta-feira, 19.07.13

Despe-me devagar, muito devagar, como se eu fosse vidro frágil. 

Sente-me em ti, profundamente, como a saudade que doí.

Demora-te em mim, lentamente, como desapertasses mil botões. Demora-te em mim. Eu mereço que te demores em mim.

Cega-me de prazer, cega-me os sentidos.

Deseja-me a alma, confunde-me o pensamento, cada pensamento, todos os pensamentos.

Possuí-me, finge que me amas e possuí-me. Quero que finjas que me amas. 

Liberta-te, dá-me, dá-me tudo o que tens, dá-me tudo o que és.

Sussurra-me as palavras, as palavras que entram por mim adentro e retesam o meu ser.

Entra por mim adentro e faz-me gemer os sentidos enquanto te grito por mais. 

Finge que eu não sou eu, eu sou outra que não conheces, não conheces o meu corpo, não conheces a minha alma, não conheces o meu amor. Tu, simplesmente, não me conheces. Esta não sou eu.

Abandonas o meu corpo, pesado e cheio de ti, cheio desse amor fingido.

Depois finje, mais uma vez, que me amas e protege-me do frio, protege-me desse amor que sinto por ti.

Eu continuo a fingir que ainda me amas, mesmo sabendo, que tu não és tu, tu és já de outro alguém.

Eu finjo que me tens amor mesmo sabendo que já não me tens.


"No adultério há pelo menos três pessoas que se enganam."

Carlos Drummond de Andrade

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publicado por caminhosdaalma às 13:31

Ego...

Domingo, 10.06.12

O ego é uma percepção ilusória da realidade. É uma voz que existe dentro da nossa cabeça que gera pensamentos infindáveis.

Começamos desde pequenos, com a ideia que tudo nos pretence, o meu brinquedo,a minha mãe, o meu pai, a minha escola.

Identificamos tudo como sendo nosso e acaba por ter que ser alimentado diáriamente, constantemente.

Todos conhecemos a frase: "Não somos o que possuímos". Mas se possuímos muito acabamos por nos tornar orgulhosos, poderosos, tiranos em relação aos outros e isto tem de ser alimentado.

Quando nascemos somos uma página em branco, e a partir daqui alguém "escreve em nós" o pior ou o melhor, e durante o crescimento poderemos ter algo que nos desvia para caminhos mais saudáveis, como a generosidade, o altruísmo ou não, mas estamos constantemente a alimentar o ego, não temos consciência desta situação, é como se tivessemos um chip incorporado no cerebro. Criamos o que somos, porque precisamos de coisas ou pessoas para nos identificarmos com o "eu" que existe dentro de nós, mas não somos o que temos.

Aprendemos que noutras filosofias é importante abdicarmos do que possuímos para no identificarmos com o nosso "eu" real, sem materialismos, sem apegos, e isto é doloroso para quem foi ensinado a se identificar de uma maneira diferente. 

A partir do momento que tivermos consciência destes pensamentos que fazem parte dessa tal voz que nos consome provavelmente a postura perante a vida mude, porque na sua maioria, estes pensamentos geram necessidades que não nos trazem grandes mudanças apenas nos reconfortam. 

O mais assustador é descobrir quem somos sem as coisas que possuímos, se gostamos de nós á séria sem bens materiais, e mais assustador é se os outros gostariam de estar conncosco. 

 

"Gostamos de ser o que não somos" Albert Conhen

 

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publicado por caminhosdaalma às 14:14





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