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Carta à Minha Filha...

Sexta-feira, 03.05.13

 

Nasci filha. Filha de duas pessoas com educações completamente diferentes. Como tu queria ser crescida, independente, achava que não precisava de ninguém e que ninguém me percebia. Aprendi algumas coisas da pior maneira e muitas outras ainda as estou a aprender.

Quando tu nasceste, à praticamente dezoito anos, respirei amor verdadeiro e incondicional. Não há palavras para descrever tamanha emoção. Como já deves ter ouvido um milhar de vezes, começamos a fazer, dizer, sentir tudo de outra maneira, passamos a ser responsáveis por uma vida e muitas coisas perdem o valor e ficamos para segundo plano. Não é mau é apenas duro e dificil ser mãe. Até hoje aprendi a ser mãe de uma menina com idades diferentes, todos os anos eram anos em que aprendia a ser mãe de muitas maneiras consoante a idade que tu tinhas. Ensinar-te e orientar-te é e será das responsabilidades mais complicadas que terei de fazer, não só porque tu esperas que eu tenha sempre um resposta para te ajudar como será assustador pensar que te possa dizer algo que na prática pode não funcionar. Não existe um manual para ser mãe e ninguém nos ensina a melhor maneira de o ser.

Sou mãe de uma mulher crescida que me ensina a olhar e a ver muitas coisas que eu como filha já não me lembrava, que me chama a atenção quando fico distraída com as dificuldades da vida. 

Sou mãe de uma rapariga que me chateia, que me faz rir, que acha que sabe tudo sobre todos os assuntos e que vai ser uma mulher de sucesso.

Sou mãe e estou orgulhosa de ti, és inteligente, bem disposta, estudiosa e ás vezes teimosa e casmurra.

Hoje quero dizer-te que estou cá para ti, amanhã também e depois de amanhã também e se por algum acaso não estiver, lembra-te que acima de tudo, todos cometemos erros, todos temos direito a ter segundas oportunidades, até porque ninguém é perfeito. Amanhã serás mãe e concerteza, mesmo sem me dizeres irás saber que a última coisa que queremos é magoar quem amamos. E eu amo-te.

"Paciência de mãe é como a pasta de dentes, sobra sempre um bocadinho"

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publicado por caminhosdaalma às 23:11

Paciência de Mãe...

Quarta-feira, 02.05.12

Ouço dizer com frequência que a família é o pilar de tudo, é com a família que devemos contar.

Conheço pessoas que têm na familia o seu porto seguro, a base do equilibrio, o amor incondicional.

Mas devo dizer que não acontece com a maioria das pessoas, o normal são as familias serem disfuncionais, a minha foi disfuncional.

Antes demais os nossos pais e irmãos são pessoas, com muitas virtudes e muitos defeitos, crescemos a ser condescendentes com estas pessoas porque as amamos e desvalorizamos os seus comportamentos. Mas no fundo são pessoas normais como todos nós.

Quando crescemos no amor incondicional de uma mãe e de um pai, sentimos que somos amados, compreendidos, e isto nada tem a ver com a formação académica, não tem nada a ver se os nossos pais são doutores ou iletrados, tem a ver com a dose de amor que eles próprios tiveram, se aprenderam a amar e a demonstrar esse amor.

Nos últimos anos não faltam histórias de país que vão a tribunal contra os filhos e vice-versa, de filhos que matam os pais, os valores de familiares estão a mudar, as pessoas estão a mudar.

Não existe um manual para ser pai ou mãe, não sabemos nada sobre o assunto, rigorosamente nada, apenas sabemos que amamos os nossos filhos acima de tudo e de todos.

Sou mãe, amo os meus filhos incondicionalmente, não sei se estou a fazer um bom trabalho, se as minhas escolhas são as melhores, hoje dou valor a muitas decisões que os meus pais tiveram, a outras nem tanto, mas não é fácil educar, sustentar, e acima de tudo, perceber as mudanças de emoções pelas quais os miudos passam. É assustador!! É uma carta fechada, não sabemos ao certo se eles irão ser as melhores pessoas, se por alguma razão o seu caminho se alterará. Aprendi a lidar com os meus filhos ano após ano, hoje eles têm 16 e 11 anos, e eu lido com esta idade no hoje, no agora e aprendo, outra idade virá e volto a aprender.

Embora não tenha crescido num ambiente saudável e cheio de amor,  aprendi que acima de todas as lições, conselhos, ralhetes, o amor é  tudo o que eles precisam, saber que podem sempre vir chorar no nosso colo, festejar uma vitória, ou convidar-nos para beber um café, saber que somos capazes de os abraçar mesmo que tenham feito a maior asneira da sua vida.

 

"Paciência de Mãe é como a pasta de dentes...sobra sempre um bocadinho!"

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publicado por caminhosdaalma às 13:20





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