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O Tempo...

Terça-feira, 04.06.13

Com o tempo, que só contabilizamos quando acontecem situações que temos que fazer contas, deixei de ter vontade de escrever com alguma assiduidade. Poderia encontrar imensas razões por não o ter feito, por causa do trabalho, dos filhos, da vida, mas não, sei que não foi devido a estas razões embora tivessem peso. Também não foi devido à falta de inspiração, que por vezes aparece e muito menos por falta de assunto. Existem alturas que nos entristecem de tal maneira que não conseguimos transpor para o papel uma única palavra.

Dei-me conta, ontem enquanto conduzia, que estava assim, triste, há seis meses. Tive que contabilizar. Deixei-me ir, sem perceber. 

Os sentimentos não desaparecem de um dia para o outro, e quando menos esperamos, desligamo-nos de algumas coisas que hoje não me parecem muito importantes. Deixei-me ir e fechei-me. Não gostei desta sensação de me fechar. Fechei-me para sofrer por dentro, e consegui que ninguém se apercebesse. No fundo só refletimos o que queremos. Os outros só sabem o que nós queremos que se saiba. 

Acabou. Quando o amor acaba sem razão plausível, ficamos à espera de encontrar, no caminho, os motivos verdadeiros do fim e, muitas vezes, não existem razões, apenas acaba. Ficamos a pensar se nos enganámos, se nos enganaram, se procedemos bem ou não, e não vale a pena. Certo é, que as pessoas fogem, seja por medo, por falta de ambição ou mesmo por cobardia, mas ninguém foge por falta de amor. 

Hoje acabou.

"O tempo é o melhor autor; sempre encontra um final perfeito."Charles Chaplin


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publicado por caminhosdaalma às 13:07

Casamento

Quarta-feira, 31.10.12

És meu. Sou tua.

No começo partilhamos o mundo, a vida, a cama.

Intensamente como se fosse a primeira vez.

Os sonhos, os planos, os outros.

A calma pazigua-nos a alma.

Depois precisamos dos pais, das mães, dos amigos, das amigas

Os muros desabam, as opiniões confundem-nos e as dúvidas começam.

És mulher, és marido, és amigo, és pai, és mãe, tudo tem um nome.

Já não és meu e eu já não sou tua, somos nomes, fugas para fugir da rotina.

Já não nos olhamos, já não nos desejamos, perdemo-nos no mar de gente que nos

Distraí do “eu sou tua e tu és meu”.

Fugimos da vida planeada, crescemos com os outros, afastamo-nos do amor que nos uniu.                  

Já não me sinto tua, tu já não te sentes meu.

As razões são mais importantes que as felicidades.

A tua vida e a minha vida já não se cruzam.

Frases curtas definem um casamento, coisa pouca, sem importância.

Uns permanecem outros partem.

Outros recomeçam.      

És meu. Sou tua.

"Somos todos amadores no início do casamento; alguns de nós amadores com mais sorte que os outros." (John Leonard)

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publicado por caminhosdaalma às 12:58

Entre o Olá e o Adeus...

Segunda-feira, 15.10.12

Ao passar por uma livraria lanço um olhar pelas revistas cor de rosa e nas capas de algumas vejo em palavras garrafais, pelo menos a mim pareciam-me letras garrafais, "João e Maria separam-se ao fim de dez anos" ou "José traí a mulher devido a ter-se envolvido com amiguinha da novela" e pasmei!! Sendo estas notícias verdadeiras, porque onde há fumo decerto que há uma fogueira a arder sem parar, leva-me a perder a fé nos relacionamentos, não sou ingénua ao ponto de perceber que o amor acaba mas parece que o Outuno começa e as pessoas caem como as folhas, sem vida.

Nada é garantido, nada é para sempre, dizem, ninguém se casa para se divorciar, mas também ninguém se casa a pensar que irá fazer de tudo para se manter junto, na maior parte dos casamentos e em tom de brincadeira afirma-se que se não der certo sempre existe o divórcio, e graças a Deus que existe, mas em todas as famílias elogia-se o tal casal que sobrevive há decadas juntos e é o exemplo a seguir.

Alguém me confessou há dias que descobriu ao fim de vinte e cinco anos o quanto amava o marido, durante esses vinte cinco anos houve alturas em que estiveram quase a ir cada um para seu lado, nunca deram o passo decisivo porque descobriram sempre a razão pela qual se tinham casado, hoje embora a vida seja diferente e estejam afastados um do outro alguns meses do ano, ele trabalha noutro país, e sabemos perfeitamente que a distância é inimiga do amor, lutam para ficar juntos.

Outros vivem apenas para si mesmos, para a sua família, barricando as suas vidas dos outros, não os censuro, hoje é tudo tão fácil que até uma simples palavra bem dita na hora certa nos faz olhar para o lado.

Será que é tudo uma mentira ou o velho ditado continua actual: "A galinha da vizinha é melhor que a minha"?

Agarramo-nos aos relacionamentos quando eles valem a pena, quando ambos estão dispostos a lutam pela união, basta um não querer para não haver recuperação, não valendo a pena pensar na casa, nos filhos, na família, no cão ou piriquito, basta um não querer.

Talvez  o "para sempre" não exista e o que temos de aproveitar é o que está entre o "Olá" e o "Adeus".

Não fales da tua felicidade a quem não for tão feliz como tu. (Pitágoras)

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publicado por caminhosdaalma às 19:47

Está Quase...

Quarta-feira, 29.08.12

Quando é que sabemos que um relacionamento chegou ao fim?

Quando é que sabemos que já não amamos?

 

Nos homens é quando começam a chegar tarde a casa, quando ir para casa se torna um sacrifício.

Nas mulheres é quando já não se importam se eles chegam tarde a casa, quando já não telefonam a perguntar se eles vêm para casa, quando já rezam para que venha mesmo tarde para casa.

 

É um estar quase...falta sempre o quase!

Há sempre um que quer ficar, e esse só nota que está a perder quando já perdeu, e depois....nada, nada muito para não se afogar, vai buscar todas as ideias, amores, lembranças, palavras para que o outro não desista.

Há sempre um que está, quase sempre, distraído e não se apercebe que já não se conversa, já não se faz amor, já não se fala de mais nada a não ser dos filhos, das coisas banais, do nada.

 

Quando é que se fala do fim?

 

Alguns homens falam quando são pressionados por alguém de fora, algumas mulheres pegam na trouxa e piram-se com os filhos ás costas.

 

Algumas mulheres não conseguem sair, não se conseguem sustentar...até ao dia, até ao quase! E conseguem! Eu sei!

 

"Alguns seres são infelizes; mas quantos o sabem?"

 

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publicado por caminhosdaalma às 23:19





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