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No Limite...

Segunda-feira, 15.10.12

Devido ao estado do país, muitos portugueses procuram uma vida melhor noutros países, arranjar emprego está difícil e ainda por cima a são considerados "velhos" perante o mercado de trabalho, o que sempre foi muito estranho para mim, não consigo entender porque é que a partir dos trinta e cinco anos já nos consideram muito velhos. Enfim!!!

Normalmente é o homem o primeiro a partir para tentar arranjar emprego "lá fora", ficam a mulher e os filhos, é aqui que a vida começa de novo, uma nova visão da vida. Quem parte leva a responsabilidade, a esperança, o sacrifício de uma nova vida, sabendo que irá perder o crescimento dos filhos, as suas dúvidas, os seus sucessos, as suas quedas, deixa também uma mulher, percebe que nada está garantido a não ser que a relação tenha um nível de confiança muito elevado. Quem fica, tem a responsabilidade de aguentar as saudades de todos, o crescimentos, as dúvidas, os sucessos, as quedas, sozinha.

Nestas circunstâncias as pessoas revelam-se, renascem novas maneiras de estar, novos pensamentos, descobrimos o que vale mesmo a pena e acima de tudo descobrimos até que ponto amamos alguém, se nos faz falta e o quanto sofremos por não o/a termos a nosso lado. 

A avaliação dos relacionamentos está muito ligada a situações limite.


Supõe o seguinte: A partir de amanhã queres falar comigo e não podes, procuras-me e não me encontras, em lado algum me sentes, diz-me como te sentes?


"Somos limitados por tudo o que não sentimos."  Natalie Barney

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publicado por caminhosdaalma às 00:53


3 comentários

De diariodeumsonhador a 15.10.2012 às 09:31

Nem quero pensar nisso.

De petitprince a 10.08.2014 às 00:47

Excelente texto! Não só - não principalmente - pela forma mas porque contém a mais profunda das verdades da alma. É quando o "agora" nos põe perante um inevitável para que nada, mesmo nada, nos preparou que descobrimos que havia outra vida preparada para nós, que nos espera, nos põe à prova.
É impossível imaginar o que cada um sente! Por mais repetidas que sejam as situações que se nos deparam e os desfechos que vão tendo. "Espera-se", o mundo espera, que controlemos tudo o que ficou por fazer, nós próprios o desejamos mais do alguém possa imaginar, mas nós perante nós enfrentamos um dilema que nem sequer podemos consciencializar : ou nos deixamos morrer para sermos tudo o resto que se espera de nós, ou caímos nas profundezas daquela falta, no alimentar da esperança de sermos reencontradas com a mesmo vigor, com a mesma alegria que fazia daquele amor um amor único. E tudo à nossa volta passa a merecer uma atenção reservada, a parte disponível que conseguimos manter para aqueles a quem também amamos. E incrível é que à nossa volta ninguém parece dar por isso! "Coitada! Agora tem tudo em cima dela... Lá terá que se aguentar..." E aguenta. Aguenta até onde pode controlar o ciúme e o abandono, ambos fazendo parte da distância, do não estar, do "com quem estará?" ou "que faço eu aqui, com tanta vida e tantas solicitações à minha volta e eu mergulhada um mar de preocupações?". Nuns casos são perguntas momentâneas resultantes de uma mensagem que não chegou ou não teve resposta imediata, noutros são o resultado do cansaço, da necessidade de o partilhar, de o esquecer nem que seja por momentos. O amor exige como nenhum outro sentimento! Porque o amor não é um sentimento mas um sentir crivado de nuances! Passar por todas elas é mais do que a tarefa partilhada que o amor é! É trazer o outro para dentro de nós sem sequer lhe dar a conhecer e ignorando se é "ali" que ele naquele momento quer estar!

Escrevi demais. Como de costume...Mas situações destas passam como o vento ao nosso lado. Se nos metemos em casa o vento fica lá fora mas o ar que trazemos é outro. Ninguém, por muito frívolo ou apenas preocupado com os diversos "buracos" que os diversos espertalhões escavaram incessantemente durante décadas num país de "invisuais", consegue, a menos que envolvido neles de algum modo, esquecer o que vai "lá fora" e se arrasta pelos dias e noites.
O que escreve - com uma brevidade e economia invejáveis - transmite (se possível!) o muito longe que foi no conhecimento da natureza humana, sem que nada lhe tenha sido poupado! Quantos se darão conta que na mesma aparente impassibilidade se esconde o homem que chora e o homem que ri e que ele, "esse", não tem "o que" nem "onde" contar. Tão só se julga! Porque parece não ter ninguém igual a ele, porque não tem como confiar, porque dele só querem o lado bom embora já não sobre lugar dentro desse espaço. Como é possível não ter tanto em conta...

De caminhosdaalma a 05.09.2014 às 19:38

Muito Obrigada.

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