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O que dizem os teus olhos?

Segunda-feira, 14.10.13

"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la." Clarisse Lispector

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publicado por caminhosdaalma às 10:39

Quando menos esperas...

Domingo, 06.10.13

 

E quando menos esperas a vida faz sentido. O sol é muito mais brilhante; o mar muito mais azul; as pessoas muito mais simpáticas; a vida é maravilhosa.

Quando menos esperas és inundada pela boa disposição depois de teres passado pelo cabo das tormentas; pelo holocausto; pelos tsunamis, e de súbito até as desgraças têm o seu encanto.

Quando menos esperas sorris por tudo e por nada; tornas-te leve, levitas, lá em cima, ao ponto de acreditar que tudo se resolve.

Quando menos esperas tudo acontece sem mexeres uma palha.

Quando menos esperas um abraço chega, curto, intenso, para sentir diferente.

E é bom quando não estás à espera e a vida te surpreende.

"Todos os dias, quando acordo, vou correndo tirar a poeira da palavra amor..."

Clarice Lispector

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publicado por caminhosdaalma às 13:35

As cores...

Domingo, 06.10.13

Quando somos novos, por volta dos vintes, temos a certeza que o mundo é nosso e que tudo pode acontecer - de bom, está claro. Ainda por essa idade - vintes-, acreditamos que iremos conhecer uma pessoa que nos irá fazer feliz para todo o sempre, compraremos uma casa, teremos os filhos que planeámos e a vida continuará a ser maravilhosa. Enfim, sonhamos bem alto. Só que às vezes, ou quase sempre, não corre como planeámos. Todas as desilusões nos modificam, nunca mais seremos os mesmos. Nunca mais. Nunca mais veremos as situações da mesma forma e o que hoje é vermelho amanhã poderá ser de outro tom de vermelho. A partir de uma determinada idade - quarentas-, temos a certeza que não temos certeza de nada. Tudo se torna complexo e ao mesmo tempo simples. O amor é tão simples que se torna complexo. Aos quarenta embora saíbamos como queremos ser amados - o que a meu ver é muito simples-, tudo se torna mais complexo porque- e aqui começa o quebra cabeças-, cada um trás uma história, uma família, uma rotina: encaixar duas vidas e muitas pessoas numa rotina só é mais difícil que subir o Everest. Vamos suavizando os tons da nossa existência e se estivermos atentos as cores são sempre mais claras, sóbrias, como a nossa paciência.

 

"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas.."

Clarice Lispector

 

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publicado por caminhosdaalma às 12:37

A Estúpida Curiosidade...

Sexta-feira, 04.10.13


Ontem estava sossegada, o que é raro, com a cabeça cheia de palavras a falarem umas com as outras, tentando organizá-las por prioridades, quando um telefonema, inesperado, completamente inesperado, fez com que o meu cérebro, pelo menos metade dele, entrasse em coma profundo. Deixei de conseguir raciocionar. Era ele. Que raio queria ele.

Passamos a vida inteira a tentar não pensar no passado; resolver pontas soltas, criar muros altos com sinalizações visíveis a distâncias descomunais; bandeiras, sinais de stop, sinais proíbidos, limites de velocidade para, em milésimos de segundo, serem derrubados por um simples telefonema. Que raio queria ele.

Não sabia o que fazer. Talvez responder. A curiosidade, nas mulheres, principalmente nas mulheres, é a adrenalina da existência; quando atacadas pelo vírus, os niveís suportados são avassaladores, só se encontra o antídoto após verificação dos factos - todos; minuciosamente, mesmo que nos seja doloroso, mesmo que não nos traga qualquer conforto: o que acontece na maioria dos casos. 

"E se?" - esta é sempre a pergunta que paira na cabeça das mulheres infectadas. Que raio queria ele.

Durante muito tempo, para nos proteger, andamos à volta das situações para eles não se assustarem, para tentarmos saber o que vai na cabeça deste bicho homem que, também ele, é dificil de entender em alguns casos. Mas quando um telefonema nos assola de repente deixamo-nos de tretas - perdidas por cem perdidas por mil -, e abalrroamos todas as entradas e saídas, paredes e vigas: vamos directas ao assunto. Já sei o que ele quer. Não quer nada: quer apenas saber se ainda cá andamos perdidas por eles.

Mais valia estarmos quietas : sossegadas; voltamos à estaca zero - esquecer tudo, adicionando o telefonema, o arrependimento e a estupidez de ter respondido a um telefonema ainda mais estúpido.

 

"Porque o arrependimento, como o desejo, não procura analisar-se, mas sim satisfazer-se."

Marcel Proust

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publicado por caminhosdaalma às 13:09





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