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O que Move o Mundo...

Terça-feira, 27.08.13

O que move o mundo é o Amor. O que move os escritores e os leitores é o Amor. As músicas falam sobre o Amor. O Amor é a "doença" de todos os séculos, passados e vindouros.

Se Amor move o mundo pergunto-me: Onde estão as pessoas apaixonadas?.

Já não vejo pessoas de mãos dadas na rua. Já não vejo os beijos trocados em plena rua fazendo ruborizar qualquer transeunte. Já não ouço: "Arrangem um quarto".

Os casais já não se sentam nas esplanadas olhando-se fixamente com receio que a imagem desapareça se se distrairem com a paisagem. As ruas ficaram desertas de Amor.

As praias estão cheiras de homens e mulheres sós que se fazem acompanhar de livros, rádios e revistas.

O Amor está só.

Já não vejo homens com ramos de flores sorrindo aparvalhados e orgulhosos. Já não vejo as mulheres, quase sem ar, confessando conhecer o principe encantado.

Talvez existam poucos resistentes apaixonados e, provavelmente, estarão quase a desistir devido á responsabilidade: são os últimos.

O alimento humano: o Amor. 

O medo humano: o Amor

Estranha esta humanidade.

"Porque te dá um medo filho da puta: ser feliz, medo de amar, medo de ser bom. Tudo que faz bem pra gente, a gente tem medo."

Cazuza

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publicado por caminhosdaalma às 10:01

Como sabes que amas alguém?

Domingo, 25.08.13

- Quando é que sabes que amas alguém?

Poderia inumerar diversas razões: quando sentes borboletas na barriga; quando queres estar sempre bonita e cheirosa; quando te preocupas com a pessoa; existem imensas possibilidades. Mas tem que haver razões profundas e sólidas para amar alguém sem ser aquelas básicas (não menos importantes) que todos conhecemos. Descobri algumas, mesmo, importantes (para mim): Quando ao fim de um dia de trabalho a primeira coisa que queres fazer é estar com essa pessoa (mais nada importa); antes de adormecer é a última pessoa que pensas e quando acordas é a primeira pessoa que te inunda o pensamento; amas uma pessoa quando, é a ela que queres contar alguma coisa que te aconteceu - boa ou má; amas alguém quando, em vez de veres defeitos, vez características menos agradáveis que precisas de aprender a contornar -amar-, porque também as tens. 

"Você sabe que alguém te ama não pelo que ele fala, mas pelo o que faz. O amor não sobrevive de teorias."

Padre Fábio de Melo

 

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publicado por caminhosdaalma às 00:57

Amas a ideia...

Sábado, 24.08.13

- Amo-o - disse ela.

- Amas o quê? Ama-lo, como é, ou amas a ideia que tens dele?.

A resposta é, sempre, muito estranha - não gosto como me trata, mas...

Fico sempre surpreendida, deveras surpreendida (mesmo), quando ao fim de alguns anos (por vezes, meses), de namoro, (quando o relacionamento chega ao: vai ou fica), as pessoas não sabem o que sentem pela pessoa na actualidade (agora). Nessa altura: hoje, têm de fazer uma actualização, backup, a tudo o que passaram (bom ou mau):sentimentos; comportamentos; tudo é decisivo. Pensar: quem é esta pessoa - hoje. Nunca a ideia que temos da pessoa - no passado. Quando esta avaliação é -  honestamente - avaliada: um novo mundo é criado dentro de cada um de nós. O sentimento de perda é avassalador: palavras; passeios - rotinas, tudo se transforma em desconhecido. Voltamos a nós. Nós; nós passa a - eu. Ficamos sem rede; sem pé. O cérebro está formatado para enviar desculpas atrás de desculpas (estupidamente), perservando-nos do sofrimento; agora; e agora; e agora, até conseguirmos perceber que são desculpas: repetimo-nos.

A ideia que temos de alguém; romântico; cavalheiro; conquistador; surpreendente, fica lá atrás; no começo de tudo - da paixão. É sempre assim. Se as pessoas não pensassem em casar na fúria da paixão, certamente, haveria menos divórcios.

 

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publicado por caminhosdaalma às 11:57

Um Grande Amor...

Quinta-feira, 22.08.13

- Gostava de viver um grande amor. - Disse-me ela, colocando a palma da mão direita no coração.

O que é, viver um grande amor, afinal? É sentir amor, perdidamente, por alguém e depois chorar por o perder? Mas quantos amores temos de viver para saber que, este ou aquele, é mesmo o grande amor?

Só a frase: "gostava de viver um grande Amor"; é finita; curta;fechamos os olhos e atiramo-nos e seja o que Deus quiser?

Se o grande amor for curto: digamos um ano. Acaba. E depois? Já não pode haver mais nenhum grande amor? 

As pessoas passam pela nossa vida com diferentes propósitos: para aprendermos; para nos ensinar; para nos chatear e talvez para amar. Amar é um sentimento muito forte e profundo, cuja definição é impossível descrever.

Mas a minha dúvida permanece: O que é um grande amor? Só temos, na vida, um grande Amor? 

 

Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.

Machado de Assis

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publicado por caminhosdaalma às 22:54

As Razões...

Segunda-feira, 19.08.13

- Mas tens alguém?

- Não.

- Então, não percebo porquê. Preciso de uma explicação.

- Tudo bem. Vou fazer três perguntas, só podes errar uma, e aí, terás a tua explicação.

Primeira: Qual é a minha côr perferida?

- A..a..Azul?!?

Segunda: O que gosto mais de comer?

- A...a..marisco?!

Terceira: Se me quiseres fazer uma surpresa ou, se me quiseres fazer feliz, onde me levas?

-....Sei lá.

Três perguntas, apenas, três informações preciosas, que todos temos obrigação de saber quando nos envolvemos com alguém, a sério. Informações utéis utilizadas em milhentas situações para sermos felizes, para fazermos alguém feliz. Não há sensação melhor, saber que quem amamos nos vê nas pequenas coisas da vida.

- Ao fim de uma década não sabes quem eu sou. Aqui tens três motivos para eu querer o divórcio.

 

"Toda mulher inteligente deve saber que decisões importantes trazem na esteira algumas decepções."

Augusto Cury

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publicado por caminhosdaalma às 00:00

A Escrita...

Sábado, 17.08.13

Escrever é falar sem abrir a boca.

Para mim, escrever, é meditar. O mundo deixa de fazer barulho. É ver-me por dentro; letras, música; amor; magia sem truques. É sentir o melhor de mim - é dar- o melhor de mim. Gosto de histórias, que me tocam a alma.

Escrever é viver no próprio silêncio, acompanhado; sozinho; com histórias que gritam; choram; riem.

Descobrir que as letras transformam vidas, embebedam-nos ao ponto de entrarmos em coma profundo.

Escrever é um vício, por vezes, precisamos de grandes doses de produto e, outras vezes, ressacamos quando o ponto intermitente do computador não se move. 

"Eu penso e escrevo. Eu escrevo e leio. Não importa se ficou bom ou não! Só importa que eu pus a mente a funcionar!"

João Alves 

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publicado por caminhosdaalma às 12:15

Dois neurónios...

Quarta-feira, 14.08.13

- Tive imensas saudades tuas!! - Disse-me ele ao telefone.

Silêncio. Fiquei apenas em silêncio. Não poderia dizer nada, era impossível dizer alguma coisa e por diversas razões. E mesmo que dissesse alguma coisa (nem sequer me ocorre o quê, mesmo passado tanto tempo) nunca seria retribuir as mesmas palavras: "eu também". Não que fosse mentira, não era, mas se eu não acreditava que aqueles palavras fossem verdadeiras, por momentos, receei que as minhas pudessem não soar muito bem. Desliguei a chamada. Fiquei a pensar naquilo. Quem tem saudades, acho eu, não as verbaliza; nem por telefone; nem por mensagem;vai "matar" as saudades. Mas, pensando friamente, quem tem saudades, liga. Se está longe, liga. Quem tem saudades não espera quinze dias para ter a certeza que tem saudades; hoje não vou ligar porque quero ter a certeza que tenho mesmo, mas mesmo, saudades dela. Ainda por cima quando está de férias. Tem tempo para, não só, ter a certeza que tem saudades como tem tempo para ligar para dizer que tem saudades. Talvez perguntem:" E tu ligaste?" Liguei. Enviei mensagem a perguntar como estavam a correr as férias, por duas vezes. E até fiquei à espera que ele dissesse: "Tenho saudades tuas". Mas não disse.

- Lamento, mas não acredito que tenhas saudades minhas! - Se a honestidade faz, ou fazia parte da nossa relação, pelo menos eu achava que fazia, tinha de ser honesta. Ficou triste, nem acreditei, ele ficou triste por eu pensar, e pensava, que ele não estava a falar a verdade. Apenas pergunto: Será que existem pessoas (homens) que acreditam que, nós (mulheres), dentro do nosso cerebro só temos dois neurónios? Um deles está doente e o outro apenas é portador duma doença mental grave?

"Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito."

Abraham Lincoln

 

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publicado por caminhosdaalma às 09:15

O medo dos homens...

Segunda-feira, 12.08.13

- Vou para a borga, se quiseres passa por lá!

Foi assim que um homem me convidou para sair no sábado. Não é normal! 

Os homens já não são cavalheiros. Estão com um cagaço do caraças, de nós, mulheres! 

Todas nos queixamos deles: são uns cobardolas; estão emocionalmente afectados; até para irem para a cama com uma mulher se enervam. Estes são os homens do nosso século. Não querem compromissos. O medo apoderou-se dos seus cerebros.

Já não se vêm casais de mãos dadas na rua, já não se vêm bocas coladas em longos línguados que fazem qualquer um se envergonhar. Os homens não estão preparados para aceitar uma mulher independente, dona do seu nariz, dona do seu dinheiro. A posição de destaque que usufruíam na sociedade, sexo forte, caíu por terra, como fruta madura caída nas árvores, não sabem qual o papel a desempenhar num mundo de mulheres decididas.

Há cada vez mais mulheres sozinhas nas ruas, nas praias, nos cinemas e com casa própria. Isto é assustador. Devo assumir, desculpem mulheres, que se chegou ao exagero. Nós não somos nada como os homens. Nascemos para ser conquistadas, mimadas e frágeis, sim frágeis, não me levem a mal, eu ainda gosto da ideia do principe encantado montado no cavalo branco, de me abrirem a porta do carro, de me perguntarem se estou com frio; o homem que despe o casaco para mo colocar nos ombros quando tenho frio é das imagens mais românticas que posso imaginar. 

O limite foi ultrapassado, os jovens já estão neste patamar, os homens de trinta anos são inseguros, os de quarenta têm coragem quando limitados por um computador, ao vivo e a cores, tremem como varas verdes. 

O amor também está em crise e cheio de austeridade. 

 

"O amor não prospera em corações que se amedrontam com as sombras."William Shakespeare" 

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publicado por caminhosdaalma às 13:07

Equilíbrio...

Segunda-feira, 12.08.13

- Eu sei como sou! - disse-me ela com toda a certeza do mundo.

- Tens 33 anos e sabes como és? Que sortuda! - disse-lhe eu. Olhou-me, fixamente, sem saber bem o que aquelas palavras queriam dizer.

Só sabemos, muito bem, quem somos quando somos "obrigadas" a fazer o que não queremos. Saber viver é uma arte que se aprende com a vida, ou melhor, com a parte difícil da vida. Precisamos de ouvir muitos "nãos" para presistir nos "sins". E dói, arde ser contrariada. Depois da dor vem a negação. Lutamos, esperniamos, enfrentamos. A aceitação é inevitável. A primeira vez é sempre difícil. Aprendemos, verdadeiramente, quais as batalhas que devemos travar para ganhar a guerra. Conhecemos-nos mais um pouco e até nos espantamos: como é que eu não sabia que era capaz de aceitar uma situação destas? As experiências somam-se, umas atrás das outras, boas e más. As boas também contam, mas não têm tanto impacto. As más ensinam-nos o que não devemos repetir ou com quem não devemos privar. Os anos vão passando, as lágrimas vão secando, a força vai aumentando, mas temos de ter cuidado para não deixarmos de sentir. Alerta, temos de estar alerta para não perdemos o nosso interior; a paz; o amor; a alegria. Tirar só o positivo de fora para dentro, alimentar o interior.

- Não sou capaz de aceitar que ele me deixe. - as lágrimas caiam grandes e grossas pela sua face.

- Hoje não, mas amanhã aceitarás e aí, aí vais conhecer um lado teu que, hoje, não sabes que existe. 

"O homem, essa criatura que aspira ao equilíbrio, compensa o peso do mal com que lhe partem a espinha, com a massa do seu ódio."

Milan Kundera

 

 

 


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publicado por caminhosdaalma às 02:15





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