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Caminhando...

Terça-feira, 16.10.12

Somos seres insatisfeitos, quanto mais temos mais ansiamos ter e no fundo é somente uma ilusão. 

Cada vez somos mais pessoas sós, vivemos sós, deixámos de partilhar, mas ansiamos a partilha, ansiamos partilhar o fardo da vida, dos problemas, das contas, dos filhos, mas queremos a pessoa certa, com todos os predicados inventados por nós, cheio de virtudes, capacidades e que ainda nos faça rir. Elevamos a fasquia de tal forma que a pessoa até pode estar á nossa frente e não conseguimos perceber, não queremos qualquer um, queremos aquele que não possui os defeitos do anterior e a procura baseia-se nessa triagem que levamos muito a sério, analisamos microscópicamente todos os sinais, comportamentos, palavras, pensamos que assim ninguém nos enganará e até poderemos encontrar a tal pessoa que não tem os defeitos do anterior mas tem outros e até esses não queremos e continuamos no encalço do homem/mulher perfeitos. O grave é que o nosso coração não vê para além dos defeitos e perdemos o nosso tempo a comparar quando o óbvio seria ver cada pessoa como única, sabendo que interiormente seremos avisados pelo medo, saberemos se vale ou não a pena, é intuitivo.

Ouço muitas vezes dizer que os melhores homens/mulheres são aqueles que estão casados, talvez porque não sabem o que é estar só, não têm medo do engano, querem o melhor dos dois mundos, sabem que têm um porto de abrigo se não der certo, regressando devido á culpa melhores companheiros, ou não.

Levamos anos a recompor a vida amorosa, creio que não depende de nós, depende do ambiente que frequentamos, dos amigos, das rotinas, mesmo quando nos aparece a tal pessoa que acreditamos ser a nossa metade as circunstâncias da vida impedem o convívio e perdem-se oportunidades. 

"Tudo acontece na hora certa.

Tudo acontece, exatamente quando deve acontecer."

Albert Einstein

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publicado por caminhosdaalma às 16:45

Escrever o Barulho que há em mim...

Terça-feira, 16.10.12

Como queres que te ame?

Baixinho sem fazer barulho, sem ninguém perceber que te amo, escondida como quando éramos pequenos, conto até cinquenta e vou á tua procura e quando te encontrar sussurro o teu nome para ninguém perceber que te encontrei. Ou como os cigarros escondidos na algibeira, fumas-me quando ninguém estiver a ver, como quando éramos pequenos e fumávamos ás escondidas para os nossos pais não descobrirem. O amor não se esconde, ou melhor esconde-se, quando ainda não sabemos que é amor; quando as borboletas nos fazem cócegas no estômago;  as mãos suam e nem sabemos que língua falamos quando os nossos olhos se beijam. O amor esconde-se aí quando não sabemos que é. Mas quando sabemos não queremos esconder, nem sabemos fingir; fazemos barulho para acordar: o silêncio que há em nós. Eu quero amar-te no barulho, quero escrever o barulho que fazemos, para que os outros leiam; quero que os outros queiram um barulho como o nosso; porque o nosso barulho faz mal ao silêncio dos outros. Não quero sussurrar como no cinema, como fazíamos quando éramos jovens e namorávamos na última fila de cadeiras da sala número três no escuro- sempre no escuro-, a sussurrar para não incomodar o silêncio dos outros com o nosso barulho. Quero gritar porque me queres calar, eu preciso falar sobre este grito que quer sair para gritar, está aqui quase a sair como quando sabemos o que queremos dizer mas a palavra não saí, como se alguém estivesse aflito mas o medo o impede de gritar; é uma aflição, como aquela que sentimos no peito quando estamos ansiosos e respiramos fundo para a aflição passar, como alguém que se está a afogar e vem á superfície e inspira com tal sofreguidão para aguentar mais uma descida ao silêncio do mar, é assim: mas não é igual.

"Sinto como se estivesse a afogar-me! Cada vez que venho ao cimo da água, parece que está alguém no fundo a puxar-me com uma corda e fora de água alguém a empurrar-me!"

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publicado por caminhosdaalma às 01:04





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