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Foco...

Terça-feira, 31.07.12

Os relacionamentos não são fáceis, viver em conjunto não é fácil, é doloroso o processo de juntar duas pessoas com educações diferentes numa casa e o caminho por vezes é penoso.

Cada vez mais acredito que o casamento devia ser um contrato á séria, com clausulas á séria, com duração, com condições, com sonhos, tudo escrito num papel e renovável em cada ano e se um dos dois não quizesse continuar, teria que avisar o outro com antecedência.

 

Parece quase uma brincadeira, mas este contrato, para mim, teria um impacto no seu inicio, ou seja, os casais resolvem casar no inicio da paixão, não falam sobre o que não gostam apenas no que desejam, não se conhecem, o facto de falarem e escreverem sobre o que querem irá fazer com que se conheçam, saber o que pretendem de um casamento, onde querem morar, o que querem que o outro faça, o que mais gostam de fazer, quantos filhos gostariam de ter.

 

O casamento é uma parceria, é o dar e receber, é o "hoje és tu e amanhã sou eu", o querer ser melhor amanhã enquanto casal, é o querer crescer em conjunto, é manter promessas, é não enganar, é o amar acima de tudo o que conquistam, é manter o foco.

 

As tentações estão em todo o lado, existirão sempre mulheres mais bonitas, homens mais inteligentes, mas no fim tudo se resume ao interior, há sempre um que quer ir embora, há sempre um que ama mais do que o outro, tem que existir uma magia entre o casal que esmaga a novidade, que destrói os encantamentos e isso só acontecerá se se lutar pelo que foi estipulado no inicio do relacionamento...conhecerem-se de tal forma ao ponto de nenhum deles tenha a pachorra de começar tudo de novo.

 

"O amor é o direito que damos ao outro para nos preseguir" Fedor Dostoievski

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publicado por caminhosdaalma às 22:47

Começos...

Domingo, 29.07.12

Não quero acreditar que alguém consiga ficar indiferente a dois jovens apaixonados.

Há uma magia que emociona, há um querer estar que hoje se torna raro, presenciei esta paixão entre dois jovens de 20 anos que me derreteu o coração.

Não existe coisa melhor que estar apaixonado, é uma sensação extraordinária de poder, de querer, de ir contra tudo e todos e neste caso este possivel amor, não é aceite por uma das famílias o que torna a história ainda mais fantástica e interessante.

Este jovem na hora de se despedir da sua amada emocionou-se...e o mais ternurento foi não ter receio de o mostrar.

Sou uma eterna romântica, acredito no amor em todas as idades, fiquei satisfeita por saber que existem miudos sensíveis, sem barreiras emocionais, o que até seria compreensivel visto que nos tornamos especialmente exímios a esconder sentimentos.

 

Passamos a vida a dizer: "No meu tempo não era assim!!", e talvez não fosse, mas todos tivemos os nossos segredos, as aventuras, as mentiras, no nosso tempo era diferente porque as mentalidades eram diferentes, as situações eram diferentes, mas desculpem a sinceridade será que o amor era diferente? O amor é amor seja hoje seja há 20 atrás, o que presenciei foi a dor do afastamento, o aproveitar os mais pequenos momentos para a paixão....foi simplesmente divinal ter feito parte disto.

 Eles têm 20 anos, estão ainda no começo de tudo, irão concerteza passar por obstáculos que todos já passámos e vão lutar até ao dia que acharem que vale a pena, e nós que somos mais velhos lutamos por algum amor? Lutamos com o coração aberto por alguém mesmo com todos os obstáculos da vida?

   

"Quando somos jovens, temos manhãs triunfantes." (Victor Hugo)

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publicado por caminhosdaalma às 21:16

DEJA-VU....

Sábado, 28.07.12

Já aconteceu a todos visitar um local e ter a sensação que já lá tinha estado, tudo lhe parece familiar.

Já aconteceu a todos conhecer alguém pela primeira vez e sentir que a conhecemos há anos, as conversas fluem, a maneira de pensar é a mesma, tudo se encaixa de uma forma fácil, confiamos sem saber porquê.

Normalmente esta situação é recíproca, por alguma razão que não é entendida na altura, existe uma atracção, um formigueiro, um estado de procura do desconhecido, saber porque nos encontramos num estado adolescente a razar a parvoíce. Tornamo-nos estupidamente inconvenientes, com comportamentos aparvalhados e o que incomoda mais é não conseguirmos parar, ou seja ficamos possuídos por uma entidade sobrenatural que não só se apoderou dos nossos neurónios como do nosso corpo e os comportamentos são sem sombra de dúvida...politicamente incorrectos.

Mais tarde, quando a euforia passa, descobriremos com toda a certeza que existe uma razão por termos passado por aquele estado de graça, iremos perceber que talvez seja um aviso, um sinal para descernirmos que ainda estamos vulneráveis em relação a alguma situação que não ultrapassamos e caímos no deslumbre daquele ser charmoso, com um sorriso contagiante e com uma voz que entra no nosso ouvido e que se transforma numa obra qualquer de Mozart quando chega ao cerebro.

 

O que é certo é que existem pessoas que nos fazem sentir maravilhosamente bem, mas que não estão disponiveis, naquele momento extraordinário para a loucura da transformação, então passamos a entender estas situações do deja-vu como aprendizagens quer dos outros quer de nós mesmos.

 

Os opostos se atraem,mas os semelhantes vão além da atração.

Day Anne

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publicado por caminhosdaalma às 13:55

Por dentro...

Sexta-feira, 06.07.12

Os anos passam e tudo muda, aprendemos mais sobre nós mesmos e sobre os outros.

Por fora envelhecemos, esta carcaça que carregamos atraiçoa-nos, uns carregam rugas profundas que as pessoas identificam como desgostos ou sofrimentos vividos, outros embora a pele demore mais tempo a demonstrar o passar do tempo, o olhar evidência a tristeza do passado.

E por dentro que idade temos?

Quem somos por dentro?

Existem pessoas que ainda são crianças por dentro, ao não viverem em pleno a sua infância brincam ou têm atitudes como se ainda tivessem 12 ou 13 anos. Outras são muito velhas com pensamentos antigos e palavras cansadas, chatas.

Se não soubesses a idade que tens, que idade achas que terias?

Não sinto a idade que tenho, acho que por dentro tenho muito menos idade, ainda me apetece andar de baloiço e tento, ás escondidas num parque qualquer. Apetece-me pegar na mochila e conhecer meio mundo, experimentar coisas novas como se tivesse 18 anos, apetece-me ser imortal outra vez. Só não me apetece voltar para casa dos meus pais!!! As coisas menos boas não me apetece!!

 

Gostava de voltar ao meu bairro, jogar á apanhada, ao mata, jogar volei na rua, ás escondidas, voltar a ver todos aqueles com quem brinquei, fazer tudo de novo. 

 

A idade está realmente na nossa cabeça, gostava que a vida não me pregasse muitas partidas más, pois gostaria de não perder a idade que sinto que tenho para começar a sentir a idade que realmente tenho. 

 

"Não paramos de nos divertir por ficarmos velhos. Envelhecemos porque paramos de nos divertir." 

 

 

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publicado por caminhosdaalma às 22:55

Outra vez...

Domingo, 01.07.12

Todos os dias são dias para começar de novo.

Todos os dias fazemos as mesmas coisas, são actividades rotineiras, por vezes chatas, uns têm a sorte de fazer o que mais gostam outros nem sempre. Parece que temos de nos aperfeiçoar diáriamente, levantar, vestir, conduzir, trabalhar, comer, falar com as mesmas pessoas, dizer as mesmas palavras.

Certo é que não pensamos assim, não nos queremos aperfeiçoar, não queremos ser melhor hoje do que fomos ontem, apenas queremos ter mais coisas hoje do que ontem.

Quando as situações se alteram é sinal que temos que mudar, a atitude tem de mudar, as palavras têm de ser outras, só tomamos uma posição perante a vida quando somos obrigados. E descobrimos novas maneiras de acordar, vestir, trabalhar.... e voltamos a entrar na rotina.

 

Emocionalmente é desgastante, olhamos para dentro de nós mesmos e avaliamos o que somos, se errámos ou não, se a atitude não foi a melhor, se as palavras foram demasiado agressivas. Depois... é escalar montanhas ingremes, fazer tudo outra vez, com dor, construir auto-estima, construir confiança, erguer barreiras em pedra para não voltar a sofrer...e tudo isto é feito em silencio, um silencio ensurdecedor.

 

Perdemos sempre alguma coisa nestes processos, todos em conversa dizemos: "Eu não era assim há uns anos atrás, mudei muito".

 

A única coisa que devemos ter medo de perder é o sorriso, eu tenho medo de perder o sorriso, chegar á conclusão que não vale a pena enfeitar a minha cara com um sorriso é assustador pois concerteza irei deixar de sorrir para dentro.

 

"A alegria não está nas coisas: está em nós."
(Johan Wolfgang Von Goethe)

 

 

 

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publicado por caminhosdaalma às 13:27

Saber de ti...

Domingo, 01.07.12

Todos gostamos que gostem de nós, gostamos que se preocupem conncosco e que queiram saber como estamos, sentimo-nos importantes, especiais.

Por vezes pensamos que somos invisiveís, ninguém nota se estamos bem ou não, se naquele momento precisamos de ajuda ou se pelo contrário tudo nos corre bem só porque sorrimos todos os dias, amigos, conhecidos passam por nós diáriamente e nem têm tempo para perguntar o que se passa. E um sentimento de tristeza percorre o nosso coração quando sabemos que a pessoa se suicidou no dia a seguir a lhe termos dado os bons dias quando passou por nós nessa manhã.

 

Quando alguém nos diz: "Preciso de saber de ti todos os dias", algo nos acontece interiormente, algo muda, algo sorri.

 

E não estou a falar de paixão ou amor entre duas pessoas, em que seria natural estas expressões aparecerem, estou a falar de preocupação, interesse, amizade.

A emoção toma conta de nós, apetece chorar de alegria, saber que alguém perde tempo em saber de nós todos os dias e não interessa a razão pela qual se tem esse comportamento, não existem palavras suficientes para exprimir tal emoção.

 

A perfeição não existe, niguém é perfeito, é fácil pensar que temos o poder da razão e pegamos em palavras desagradáveis e atiramo-las sem pensar á cara de alguém marcando uma posição que não é eterna, que só faz sentido naquele momento, naquela altura com aquelas pessoas.

 

Não temos de gostar de todas as pessoas, mas pelo menos dar valor áquelas que nos fazem sentir especiais, diferentes e que antes de nos acusarem ou criticarem nos perguntem: " O que se passa?".

 

" Todos temos força suficiente para agüentar os infortúnios dos outros."
(La Rochefoucauld

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publicado por caminhosdaalma às 12:37





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