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Limites....

Terça-feira, 29.05.12

Quando será a altura em que dizemos "Basta?"

Até que ponto temos de estar, emocionalmente, para conseguirmos perceber que nos estamos a afogar numa situação que não tem saída?

Existem casos que percebemos que as pessoas sentem receio em assumir um relacionamento devido a situações do passado, e precisam apenas de se sentirem seguras, e aí valerá apena insistir, lutar com todas as forças para conquistarmos o amor dessa pessoa.

Mas e quando essa pessoa não nos quer e não conseguimos ver?

Nestas alturas, queremos a pessoa que conhecemos na altura da paixão, quando começámos o relacionamento, muito lá atrás quando tudo era bom, no começo. Não conseguem acreditar que o outro deixou de gostar de nós, e é difícil aceitar que já não servimos, que foi bom mas acabou. A rejeição é dos piores sentimentos que podemos experênciar, baixa a nossa auto-estima, questiona-nos por dentro, e isto acontece quando ainda temos muito para dar.

Numa relação existe sempre um que ama mais do  que o outro, nunca damos e recebemos na mesma medida, talvez seja injusto mas a vida é injusta, talvez não devamos dar tudo de nós, esperar que nos peçam mais, que façam perguntas para nos entenderem.

As pessoas criam histórias que muitas vezes não são verdadeiras, se repararem numa história de amor, ambos os lados contam acontecimentos diferentes, vistos de maneiras diferentes, sentidos de maneiras diferentes.

Então qual é o limite? Até onde iriam para não perder quem amam?  Quais os sinais que precisavam ter para saber ao certo que aquela pessoa ainda está com um pé dentro e outro fora da relação?

Por vezes a dor que sentimos pela possivel perda é tão forte que não conseguimos ver que o outro já não nos ama, mesmo que o sentimento seja verbalizado, conseguimos camuflar as palavras, só ouvimos a parte boa, a nossa mente é poderosa e selectiva.

 

"Toda a sensação de perda vem a falsa sensação de posse."

Luiz Gasparetto

 

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publicado por caminhosdaalma às 14:41

Esperar...

Segunda-feira, 21.05.12

Esperar nunca é fácil, queremos tudo para amanhã e rápido.

O tempo é um aliado, deixar as situações fluirem com o tempo é das coisas mais aflitivas que já ouvi, porque na altura em que temos pressa isto não resolve nada, mas não deixa de ser uma enorme verdade.

Esperamos pelo autocarro, pelo comboio, esperamos por uma resposta de emprego, esperamos na fila do supermercado, passamos a vida á espera, não controlamos o tempo ou melhor não controlamos nada.

De todas as esperas, a menos agradável é esperar por alguém, esperar pela vida do outro, pelas decisões, pelo telefonema, pelo amor do outro, nada se torna mais dificil, quando gostamos de alguém a sério e acreditamos que é a tal pessoa que nos fará feliz esperamos que a chuva pare e o sol ilumine o horizonte. Quem gosta espera, isto é se valer a pena esperar.

Ficamos em stand-by durante algum tempo, retemos a euforia, a expontaneidade, o abraço, o beijo, guardamos tudo para um dia mais tarde, e esperamos.

Descobrimos a paciência, porque é necessário uma dose imensa de paciência, e no caminho sofremos por não saber se o desfecho será o que idealizámos.

Esperar é uma virtude e muitas vezes um desespero, no caminho é possível que queiramos desistir, pensamos que talvez não valha a pena, mas aprendi que mesmo que o processo não tenha sucesso mais cedo ou mais tarde teremos o "prémio", até porque o ser humano tem a capacidade de se auto-elogiar apaziguando a dor e a perseverança das suas atitudes: " Sou capaz de tudo, desde que não desista"

Não gosto de esperar, até ao dia que sinto que o devo fazer, primeiro por mim, segundo pelo que sinto e terceiro porque o que o outro tem,  completa o que me falta, e o que me faz falta é a aquela pequenina peça do puzzle que anda perdida no seu coração.

 

"Se você não demorar muito posso esperá-lo por toda a minha vida."

Oscar Wilde

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publicado por caminhosdaalma às 12:03

Conquistas...

Domingo, 20.05.12

Passamos a vida a conquistar, seja um trabalho, seja uma pessoa, seja mais dinheiro.

Poucas coisas me surpreendem, mas aquela que me tem deixado boquiaberta é a capacidade que algumas pessoas têm para nos fazerem descobrir que afinal somos mais do que pensamos.

As dificuldades da vida fazem-nos erguer barreiras, muros gigantes evitando o nosso desenvolvimento, de um momento para o outro, avançar é um risco, tomar decisões é cada vez mais dificil, e como que por magia alguém suavemente nos diz que temos esta ou aquela característica, esta ou aquela capacidade, fazendo-nos avançar, ir mais além.

Por vezes somos conquistadas por nós mesmas, alguém identifica em nós um "querer", um "ser capaz", que até ali nem sabíamos que o possuímos, por momentos neguei essa capacidade, dizendo que não era bem assim, e a pergunta a seguir foi: "O que foi que te fizeram para desistires de ti?"

Esta pergunta levou-me a analisar tudo o que me aconteceu durante os anos menos bons e cheguei á conclusão que ninguém nos obriga a nada, somos nós que desistimos de nós mesmos, é certo que as desilusões e os medos provocam inércia, deixamos de sonhar e de presseguir os nossos sonhos, no fim desculpamos-nos com  a vida, os ex-maridos, os pais, os filhos e a falta de dinheiro.

Ouvir os objectivos, sonhos, anseios, conquistas de outros motiva-me, alegra-me, mergulho neste mar dentro de mim, que fui descobrindo aos poucos, pois renascer não é facil e tomo consciência que, sem saberem conquistam-me,  abriram uma gaveta dentro de mim que nem sabia que estava tão fechada, a gaveta dos sonhos, das possibilidades, dos objectivos, das conquistas.

 

"Lembre-se de que sonhos sem riscos produzem conquistas sem méritos."

Augusto Cury

 

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publicado por caminhosdaalma às 20:24

Paixão....

Sábado, 12.05.12

  

Não existe ninguém que não goste de estar apaixonado, é das melhores sensações que se pode sentir.

Fazemos as melhores e as piores coisas, aventuramo-nos, perdemo-nos.

É ver o mar mas azul, as estrelas mais brilhantes, o sol mais quente, tudo parece mais belo e a vida vale a pena. 

Claro que estar apaixonada aos 20 anos é completamente diferente do que estar apaixonada aos 40, nesta idade existem outras preocupações, outras expectativas, já vivemos a adolescência e queremos provas e atitudes do outro que com 20 anos nem nos passa pela cabeça pensar.

Então o que muda?

Muda o futuro, com 40 anos não queremos apaixonarmo-nos a toda a hora, queremos viver intensamente, queremos a certeza de que não nos vamos desiludir, que será devagarzinho, degrau após degrau, para a qualquer momento podermos amar para a vida, porque já tivemos outras relações, outros casamentos e sabemos o que não fazer.

É ao mesmo tempo fantástico e assustador, o coração corre, a insegurança apodera-se de nós, mas não queremos perder nada disto no caminho.

O dificil é aceitar os defeitos do outro, os comportamentos do outro, mas fico a pensar que nós também temos defeitos, mesmo que não os consigamos julgar a 100%, mesmo que as exigências da idade nos faça fugir a sete pés quando algo nos incomoda, talvez o que nos incomoda no outro seja algo que nós também possuímos e não nos demos conta. 

O que interessa é estar enquanto dura e pode durar muito tempo.

O que interessa é viver o momento, saborear cada beijo, cada abraço, cada sobressalto, cada insegurança...até ao dia em que acaba ou não!!

 

"Não percas tempo/o tempo corre/ só quando doí é devagar...." Mafalda Veiga

 

 

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publicado por caminhosdaalma às 15:59

O Melhor de Mim...

Sábado, 12.05.12

Possuímos o melhor e o pior, sabemos a diferença entre o bem e o mal.

Ao longo dos anos esperamos que não desistam de nós, que nos vejam como somos, que acreditem que somos especiais.

Provavelmente ninguém nos conhece tão bem como nós próprios mas então porque não encontramos alguém que se interesse em conhecer-nos?

Dá trabalho, custa pormo-nos em stand-by para "perder" tempo com outro, requer dedicação, devoção, amor, tudo tem um começo e tudo começa por nós, cá dentro, nas profundezas do desejo.

Será que já alguém descobriu o melhor de ti? Será que sabes o que tens de melhor? 

Não concebo a minha existência dando-me a alguém pela metade, recuso-me a fingir que gosto, a fingir que me dou só para não ficar só.

É necessário estar disponivel, querer dar e receber, caso contrário é continuar a viver na mentira e muitos preferem viver neste registo.

E quando saberemos que a pessoa é a tal? Aquela que quer conhecer-nos? Talvez quando não perceberes que não te escondes, que a caixa fechada a sete chaves já se abriu e o teu sorriso não pára de enfeitar a tua cara.

E mesmo que no fim não seja a pessoa certa, aprendes que consegues ser tu, consegues dar o melhor de ti, e tornas-te uma pessoa melhor sem medo de começar de novo, porque a vida é um cair e um levantar de novo.

 

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publicado por caminhosdaalma às 15:31

Paciência de Mãe...

Quarta-feira, 02.05.12

Ouço dizer com frequência que a família é o pilar de tudo, é com a família que devemos contar.

Conheço pessoas que têm na familia o seu porto seguro, a base do equilibrio, o amor incondicional.

Mas devo dizer que não acontece com a maioria das pessoas, o normal são as familias serem disfuncionais, a minha foi disfuncional.

Antes demais os nossos pais e irmãos são pessoas, com muitas virtudes e muitos defeitos, crescemos a ser condescendentes com estas pessoas porque as amamos e desvalorizamos os seus comportamentos. Mas no fundo são pessoas normais como todos nós.

Quando crescemos no amor incondicional de uma mãe e de um pai, sentimos que somos amados, compreendidos, e isto nada tem a ver com a formação académica, não tem nada a ver se os nossos pais são doutores ou iletrados, tem a ver com a dose de amor que eles próprios tiveram, se aprenderam a amar e a demonstrar esse amor.

Nos últimos anos não faltam histórias de país que vão a tribunal contra os filhos e vice-versa, de filhos que matam os pais, os valores de familiares estão a mudar, as pessoas estão a mudar.

Não existe um manual para ser pai ou mãe, não sabemos nada sobre o assunto, rigorosamente nada, apenas sabemos que amamos os nossos filhos acima de tudo e de todos.

Sou mãe, amo os meus filhos incondicionalmente, não sei se estou a fazer um bom trabalho, se as minhas escolhas são as melhores, hoje dou valor a muitas decisões que os meus pais tiveram, a outras nem tanto, mas não é fácil educar, sustentar, e acima de tudo, perceber as mudanças de emoções pelas quais os miudos passam. É assustador!! É uma carta fechada, não sabemos ao certo se eles irão ser as melhores pessoas, se por alguma razão o seu caminho se alterará. Aprendi a lidar com os meus filhos ano após ano, hoje eles têm 16 e 11 anos, e eu lido com esta idade no hoje, no agora e aprendo, outra idade virá e volto a aprender.

Embora não tenha crescido num ambiente saudável e cheio de amor,  aprendi que acima de todas as lições, conselhos, ralhetes, o amor é  tudo o que eles precisam, saber que podem sempre vir chorar no nosso colo, festejar uma vitória, ou convidar-nos para beber um café, saber que somos capazes de os abraçar mesmo que tenham feito a maior asneira da sua vida.

 

"Paciência de Mãe é como a pasta de dentes...sobra sempre um bocadinho!"

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publicado por caminhosdaalma às 13:20





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