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Perdoar...

Sábado, 07.04.12

Perdoar é libertar-se, deixar o outro livre.

Nunca tive dificuldade em perdoar, até porque não sou rancorosa,  também cometo erros e procuro o perdão dos outros. Recentemente não só pedi perdão e não me foi concedido, como também me pedirão perdão e assim que a palavra foi prenunciada senti que não havia nada para perdoar, porque ao assumir o erro senti que a dor não era do momento, já andava há muito a pensar naquilo e só por isso a minha tristeza que há muito me assolava, porque todos precisamos do reconhecimento para seguir em frente, e eu precisava da confirmação, que não fui bem tratada, não merecia o desprezo e a falta de consideração até porque na altura fiz de tudo para que as decisões tomadas pela outra parte fossem aceites sem ressentimentos, desapareceu, já nada sentia. Quando se ama alguém e esse alguém precisa de espaço para seguir os seus sonhos, a única opção é deixar a pessoa ir...mesmo que queiramos que ela fique, mesmo que saibamos que aquele caminho não será o melhor. Aprisionar o outro impedindo-o de concretizar os seus anseios, os seus desejos, mais cedo ou mais tarde seremos confrontados com isso, foi por nós que não o fizeram e este tipo de fardo é para mim uma dor muito maior do que deixar alguém partir.

Amar alguém é isto...deixar ir...se um dia voltar...se não...outro alguém nos fará feliz e aprendemos aceitar que a nossa felicidade não depende dos outros, existem muitas maneiras de ser feliz e esta é uma delas, paz interior.

 

 O fraco jamais perdoa: o perdão é uma das características do forte.

Mahatma Gandhi

 

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publicado por caminhosdaalma às 15:15

Medo...

Sábado, 07.04.12

O medo é o melhor amigo da coragem.

Quando sentimos medo, quando sentimos receio, normalmente é quando temos de decidir algo, e esta sensação transporta-nos para uma insegurança infantil. Embora saibamos que a nossa idade nos proporciona raciocionarmos como adultos, ponderando os riscos, as perdas e os ganhos a insegurança é sempre infantil. Precisamos de apoio, de falar com alguém e expor as dúvidas que nos assaltam como uma mar revolto onde as ondas altas e sonoras nos impedem de pensar. Precisamos que nos ouçam, no meu caso quanto mais falo mais me compreendo, mas preciso que me ouçam, preciso de alguém que me entenda, sem muitas explicações, que a informação passe sem criticas ou julgamentos.

Aprendi que, quando alguém tem um problema e o expõe sem restricções é porque confia, e não quer saber se concordamos ou não apenas que a ouçam. Levei muito tempo até perceber que quem me ouvia tinha a necessidade de expressar a sua opinião concordando ou discordando, criticando..quando essa não era a sua função. Quem fala quer apenas aliviar o fardo, partilhar o saco interior que pesa, sem acusações ou divagações morais sobre uma vida que não lhe pertence, sem ter passado pelo mesmo. Sim porque no fundo só quem já passou pela mesma dificuldade sabe avaliar a dor, a dúvida e a necessidade desse momento.

Eu regresso sempre á criança que há em mim quando sinto medo, e preciso de alguém que me traga pela mão até esta idade que não sinto que tenho, para sentir a coragem, isto porque quando era criança nunca tive um adulto que me transmitisse a confiança, a segurança que é preciso ter para seguir o caminho da vida.

 

A confiança perdida é difícil de recuperar. Ela não cresce como as unhas.

Johannes Brahms

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publicado por caminhosdaalma às 14:34





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