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Sacrificio...

Sábado, 23.06.12

Gosto imenso de histórias e as que gosto mais são as histórias das pessoas mais idosas, são fenomenais.

Fiquei maravilhada com a história de uma mulher que teve que abdicar da familia por amor.

Tinha apenas 20 anos quando decidiu fugir com o homem da sua vida e sabia que nunca mais veria a familia. E só ao fim de 30 anos, quando os pais adoeceram é que voltou a conviver com eles.

Em conversa sobre este assunto disse-me muito emocionada, que era muito feliz, que tudo valeu a pena,  que sabia que os pais nunca a perdoaram por ter escolhido o amor, mas hoje, e depois da morte de ambos, diz que valeu a pena.

Hoje isto não existe, este amor desmesurado, aflito, sofrego. As pessoas não são determinadas, têm medo, antigamente tudo tinha importância, porque havia pouco de tudo.

Que farias por amor? O que abdicavas por amor?

Hoje em dia é dificil escolher, até porque o amor é descartável, tem validade, ao ouvir esta história de amor, fiquei a pensar no sofrimento desta mulher, terá sido dificil construir uma familia sem as pessoas mais importantes da sua vida, sem a aprovação e o amor dos pais.

 

Mas acima de tudo tinha uma pergunta que necessitava de resposta: - "Diga-me depois destes anos todos, o seu marido entende o sacrificio que você fez por amor?" E ela sem qualquer tipo de hesitação disse-me: - "Sim, todos os dias de uma forma ou de outra ele demonstra-me que valeu a pena eu ter deixado tudo por ele"

 

 

"O amor sem sacrifício é uma ilusão, e o sacrifício sem amor é uma impossibilidade."
(Henri Bordeaux)

 

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publicado por caminhosdaalma às 21:25


4 comentários

De Fátima Soares a 23.06.2012 às 22:02

Olá boa noite. peço desculpa de invadir o seu espaço, mas tenho de discordar. Hoje em dia ainda há este tipo de amor. Muito raro e completamente desapegado de tudo menos do amor (alvo do seu amor) em si. E digo isto porquê? Porque eu seria capaz de largar tudo por amor ainda que me doesse o mais fundo e mais cruelmente possível desde que soubesse que a pessoas que eu amava também estava de alma e coração nisso. Que tal como esta mulher ao fim de tanto tempo e ainda e todos os dias me mostrasse que tinha valido a pena. E sei do que falo e o que pretendo dizer, não discordando no entanto que o amor hoje em dia é descartável, vivido numa emoção do momento no calor de um encontro ou vários, breves, ousados e passageiros. Não fica nada, nem o peso na consciência ou o afecto em si. Tem-se pressa em tudo e não se tem tempo para nos dedicarmos muito a alguém, mas ainda há pessoas para quem a palavra o empenhamento e a palavra vale e se honra, mas a pulso. Reconheço que é preciso uma coragem inimaginável amordaçar o coração de um lado deixando os nossos entes queridos, para o deixar a voar por outro correndo ao encontro do homem que se ama, mas digo e afirmo. Seria capaz de o fazer, mas e só se tivesse a certeza que essa pessoa me queria também ou então seria mesmo o descalabro...Penso que reagir e voltar atrás para enfrentar rostos que diriam : "Eu bem te avisei" seria muito, muito doloroso e devastador. Desculpe mais uma vez esta minha entrada abrupta e a minha opinião algo firme, mas é o que penso e sinto como verdade. Há poucos, mas há. E felizmente que os há. Fazem do mundo mais belo e melhor. Um beijinho com respeito. Bom Domingo

De caminhosdaalma a 23.06.2012 às 22:20

Boa noite, muito obrigada pelo seu comentário. O que queria demonstrar era que há 30 anos as pessoas não sabiam se ia ou não dar certo, amavam e deixavam-se ir, para o bom e para o mau. Acredito quando me diz que largaria tudo por um amor, você e muitas outras pessoas, mas pegando nas suas palavras "só se tivesse a certeza que a outra pessoa também me quisesse". Certezas ninguém tem e esta mulher também não as tinha, apenas arriscou e deu certo porque o amor constrói-se com sacrificios.
Obrigada por se dar ao trabalho de ler este espaço que me dá tanto prazer em escrever, tento abordar temas que me interessam e que não consigo encontrar em mais lado nenhum.

De Fátima Soares a 24.06.2012 às 01:24

Vou-lhe pedir imensa desculpa de voltar a visitá.la e ainda mais por me atrever a vir de novo comentar a sua resposta, mas ainda assim penso ser pertinente que o faça.
Quando diz que a senhora em causa ao fugir com o seu amor, não sabia se ia dar certo e arriscou porque o amor se constrói com sacrifícios eu acho e sei que ninguém foge com outra pessoa sem ter havido primeiro uma empatia forte, depois um diálogo sobre a questão mais à frente quando os sentimentos já apontam para que essa seja a única saída portanto ela quando arriscou já tinha (à partida ainda que não a certeza absoluta) mas algo muito forte que a fez agir assim e que aquilo seria o que queria e o que ele queria. Porque tinha de haver diálogo, uma "relação" de empatia e cumplicidade por pouca que fosse mas de tão forte que a fizesse ficar segura que aquele seria o caminho ainda assim tendo em conta que poderia não ser e se calhar assumindo que se desse errado teria de assumir os seus actos. Portanto basicamente acho que ela arriscou mas não e nunca no escuro porque para acompanharmos alguém e isso levar a uma fuga tem de haver dois a querê-lo e a falar sobre isso combinando horas, dia e quiçá futuramente já alguns sonhos em conjunto e era a esse tipo de "certeza" que me referia. Tem de haver no outro e em nós uma fé e um risco profundos, mas uma cumplicidade e vontade de serem dois, porque quando um não quer dois nunca serão. Perdoe-me mais uma vez não pretendi ser mal educada ou sem impertinente apenas expor o que faria e o que sei que teve de se dar para que ela assumisse essa fuga. Um beijinho e um bom Domingo. Também gosto de escrever sobre coisas que interiorizo e sobre factos que poderão até ser "estranhos" mas que me intrigam e fazem pensar sobre a vida e a minha postura nela. Obrigado !

De diariodeumsonhador a 23.06.2012 às 22:54

Na minha opinião, ainda há amores como antigamente, o que penso que mudou foi a percentagem, agora existe muito menos casos iguais ao que aqui foi relatado.
As pessoas e a sociedade tamb+em mudaram, hoje em dia o amor ´não é visto como no tempo dos meus Avós ou dos meus Pais.
A minha Avó por exemplo deixou tudo por amor, teve 5 filhos do meu Avô, também arriscou tudo e depois.....depois aparceu morto, sim apareceu morto, pois ele era de Familias nobres e a minha Avó apenas uma camponesa, naquela altura ele exercia uma profissão que não podia casar com algem que não fosse do seu extrato social, porquê, não sei.
O que sei é que ela tambem arriscou tudo, e ela sempre disse que inha valido a pena, o que é certo é que ficou com 5 filhos e sem nada para dar de comer.
Cada caso é um caso, o amor anda por ai, cada um de nós é que tem de perceber a intensidade desse amor e se valer a pena arriscar, mas arricar de corpo e alma e sem pensar que se não der, paciência separamo-nos.
Como sempre adoro as tuas histórias.

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