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Paixão....

Sábado, 12.05.12

  

Não existe ninguém que não goste de estar apaixonado, é das melhores sensações que se pode sentir.

Fazemos as melhores e as piores coisas, aventuramo-nos, perdemo-nos.

É ver o mar mas azul, as estrelas mais brilhantes, o sol mais quente, tudo parece mais belo e a vida vale a pena. 

Claro que estar apaixonada aos 20 anos é completamente diferente do que estar apaixonada aos 40, nesta idade existem outras preocupações, outras expectativas, já vivemos a adolescência e queremos provas e atitudes do outro que com 20 anos nem nos passa pela cabeça pensar.

Então o que muda?

Muda o futuro, com 40 anos não queremos apaixonarmo-nos a toda a hora, queremos viver intensamente, queremos a certeza de que não nos vamos desiludir, que será devagarzinho, degrau após degrau, para a qualquer momento podermos amar para a vida, porque já tivemos outras relações, outros casamentos e sabemos o que não fazer.

É ao mesmo tempo fantástico e assustador, o coração corre, a insegurança apodera-se de nós, mas não queremos perder nada disto no caminho.

O dificil é aceitar os defeitos do outro, os comportamentos do outro, mas fico a pensar que nós também temos defeitos, mesmo que não os consigamos julgar a 100%, mesmo que as exigências da idade nos faça fugir a sete pés quando algo nos incomoda, talvez o que nos incomoda no outro seja algo que nós também possuímos e não nos demos conta. 

O que interessa é estar enquanto dura e pode durar muito tempo.

O que interessa é viver o momento, saborear cada beijo, cada abraço, cada sobressalto, cada insegurança...até ao dia em que acaba ou não!!

 

"Não percas tempo/o tempo corre/ só quando doí é devagar...." Mafalda Veiga

 

 

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publicado por caminhosdaalma às 15:59


2 comentários

De Planeta XXI a 12.05.2012 às 21:27

Agora com o avançar dos anos apercebo-me que adquiri tendência a "fugir a sete pés quando algo nos incomoda", coisa que não pensaria em fazer, se calhar, até à relativamente pouco tempo atrás, dando sempre o benefício da dúvida, exercitando a minha paciência… Dou-me conta que me tornei muito mais exigente, e pouco tolerante a algo que me incomode. Não vejo essa alteração de comportamento como algo mau, porque nos tornamos mais seletivos, diminuindo a probabilidade de sairmos magoados de alguma relação. É de facto um sinal dos tempos!
Em relação à segunda parte da tua frase “talvez o que nos incomoda no outro seja algo que nós também possuímos e não nos demos dado conta.”, nunca vi as coisas por esse prisma, mas pôs-me a pensar… e talvez tenhas razão. Não quer dizer necessariamente que seja sempre assim, mas em muitos casos, será com certeza. Talvez nos seja custoso ver no outro um reflexo negativo de nós mesmos, e não queiramos levar com um “clone” de nós mesmos no dia-a-dia; penso: já mal tenho paciência para me aturar, quanto mais aos outros…
Gosto das tuas ilações!

De caminhosdaalma a 14.05.2012 às 14:51

"Aturar" é uma palavra estranha para mim. Talvez as palavras tenham de mudar na nossa cabeça, já reparas-te que a maioria das pessoas têm a tendência de utilizar sempre a palavra "não" nas suas frases? "Não posso", Não tenho tempo"!! Tudo começa nas palavras que utilizamos. Se eu não me "aturar" quem o fará? talvez a palavra certa será:"Se eu não gostar, quem gostará" Mereces que alguém te ature, goste e acima de tudo queira estar contigo, na certeza porém, que farás ao outro o mesmo. Talvez penses dessa forma porque o terás que fazer a alguém...e custa "perder tempo" com o outro, e então resignaste. Beijo

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